Encontro e despedida

Caminhava sozinho
olhava o mundo, o mundo vazio.

Meus passos seguiam, para lugar algum seguia.

Pensar, em que eu pensava? Eu nada sabia...

Em ventos voei, em ondas nadei e em algumas quase naufraguei.

Continuei caminhando...
Amanheceu um novo céu,
o sol erguia-se e brilhava como nunca vi brilhar...

Caminhei e continuava a caminhar...
Noite alta ergui a face: olhei o céu e nele havia Lua, haviam Estrelas...

Passos e passos seguiam... e via pessoas.

Pensar, pensava nas coisas...
Observava o passado, vivendo o presente, planejando o futuro.

Erguia a face, via Lua, via as Estrelas...

A cada passo: passos se seguem, ergo a face vejo a Lua, imagino as Estrelas...


Guilherme Souza Pinto 23-12-2011

Muito Além do Cidadão Kane - na íntegra mais de 1h e 30 min de repúdio a...

Círculo da Vida

Curvado caminha...
Alcanço o passo.
Aperto a mão. espelho da minha...
No rosto o tempo, no corpo curvado imagem que guia.
Recordar da vinda, daquela mão que em outros tempos me acolhia.
Na certeza do tempo, a tristeza da vida que acaba, mas deixa a lembrança
que é espelho e reflete a minha...

Madrugada Fria

Madrugada fria orvalha...
Gelo ou agua?
E a brisa sopra ou será que fala?
Madrugada fria...

Separado coração navegante

Num instante, num segundo Explosões sentimentais.
Do amor ao caos, são só palavras Mal compreendidas.
Precipita a dor, impulso não controlado.
Renega todo o passado aqueles os momentos já encenados.
A vida –a peça – teatro dos dias Era cenário mágico alado,
hoje um amor maltrapilho, espantalho por ter sido arrancado as asas, espatifado os sonhos.
Vivendo o nosso singular “Apartheid” não fostes este o caminho traçado, viver no
Mundo separado.
Não navegava a nau “Amistad”, mas houve insurreição, e no instante que a brisa tocou, do amor agrilhoado devolveu o que restou a tua lembrança.

A Saga de um homem só

Louco, louco desespero
insano
vagueia.
Mundo de vidro, já quebrado!

Prefiro a solidão do carro à varanda
ao quarto...
Vazio, silênciado meu coração
permanece assim...

O choro da madeira quente,
ebulindo a seiva vermelha observo .

Todos os meus "Eus" convergem agora e sigo...
Acordei agora, não era um sonho bom... O torpor ainda dominante, sentia tua falta.
Desperto vi você bem lonje de mim, eu triste assim.
Buscava entender o que aconteceu, entender você, desisti de me entender.
A Dor cortante, sinto-a na carne. E sinto teu corpo esculpido dentro do meu.
A tua voz ainda ecoa na canção.
Despedi-me, mas sou eu quem não quer ver partir; contraditório, anjo ferido:
sucumbindo à dor que já não dói só em mim.
19/05/2007
Guilherme Souza Pinto

Algumas Coisas

Acelerado e imprimindo seu ritmo a mim...
Um arrepio...
Meu corpo estremecido e percorrem-me ondas
Há algo em mim querendo sair
Tento acalmar meu corpo
Não conseguirei me conter por muito mais tempo
O ponteiro do relógio girando não posso mais ver, eu sei
Então só posso gritar
Estou liberto ou escravo do que estava aprisionado
No meu âmago e talvez eu ainda não saiba o que isso
Queira dizer
Será que você pode me traduzir
Repete
Repete
É o mesmo momento de antes
Eu pensei...
Vamos buscar algo mais
Dependo de várias respostas
Vou perdendo a consciência
Meu corpo é apenas mais uma máquina
-Escrava- e esta se corrompendo
Mas talvez você possa me trazer um pouco mais de alegria
O que eu disse? Não sei se era bem isso que eu tinha a dizer.
Vem buscar o que sobrou
Prossiga
Tudo que eu pensei descobrir, apenas reprise que continuará.
Talvez perda de tempo
O eco aumentado...
Guilherme Souza Pinto 13/06/2008